September 22, 2021
Futebol
Dividendo social: um incentivo decisivo para o esporte feminino
O esporte feminino vem experimentando um significativo crescimento nos últimos cinco anos. As equipes, por causa de maior formação, vêm acumulando mais vitórias, nível e atração nas suas competições. Mas esse é apenas um dos motivos pelo qual o interesse do público tem se acentuado e o número de torcedores no público cresce nos encontros. A sociedade, a cada dia mais interessada na igualdade e não discriminação por causa do sexo, sente entusiasme pela competição feminina, identificando os valores esportivos com os sociais.
O principal atrativo também convocou um grande número de patrocinadores, cientes de que o seu apoio favorece a sua identificação com a causa da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres; é o chamado dividendo social. Contribuem com importantes somas de ingressos para que o esporte feminino tenha mais recursos, consiga se promover, se preparar e convocar talento. Contudo, apesar dos avanços na competição entre mulheres, este ainda não é um grande negócio. O seu principal recurso, especialmente neste caminho de saída da pandemia, é o dividendo social mais do que o econômico.
Vamos ver as cifras. As estimativas de Deloitte, no relatório anual Predições TMT para 2021, é que o esporte feminino mundial ainda ficará longe dos mil milhões de dólares. Isto quer dizer, seguindo os limites habituais aplicáveis no relatório, que não figura como uma indústria emergente. De fato, ficou bastante afastado dos 481.000 milhões produzidos globalmente pelo esporte masculino. De qualquer jeito, a consultora decidiu fazer uma análise, pela previsão de que, na próxima década, o interesse do público só vai crescer.
Foi assim como já aconteceu nos oito países com maior atividade esportiva: EE.UU., Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Nova Zelândia. São lugares nos quais 66% da sua população se interessa por algum esporte feminino, 45% está disposto a assistir presencialmente num evento esportivo desse tipo, e 46% assistiria por TV se fosse emitido. É importante levar em conta que os torcedores costumam escolher, na versão feminina, o esporte que sempre têm apoiado. No caso dos países europeus, exceto UK, o futebol. Nos outros casos, serão aqueles mais populares, como o futebol americano e basketball nos Estados Unidos, rugby na Nova Zelândia, etc. Isto faz pensar que o esporte feminino não é uma atração em si mesmo, os torcedores recebem com a mesma emoção as competições que se parecem, em qualidade e espetáculo, com aquelas que costumam assistir no esporte masculino.
Nenhum esporte demonstra tão bem esse argumento quanto o tênis. Ao contrário de outros esportes, o apoio recebido por jogadores de ambos os sexos é muito semelhante, tanto pelos patrocinadores quanto pelos valores dos prêmios nos torneios. Desse jeito os torneios masculinos e femininos alcançaram o mesmo impacto comercial. No ano passado, o número de espectadores dos quatro Grand Slams nos Estados Unidos foi quase igual para ambos os gêneros, sendo um pouco maior quando as mulheres competiram. Esta é uma informação importante, porque esses torneios são um forte fomentador das subscrições de TV paga e, portanto, da receita de publicidade que geram.
Ainda para os esportes menos aprofundados nas preferências do público, como o futebol feminino, 2021 está sendo uma boa etapa. Na verdade, parecem ter se fortalecido na pandemia, por causa do trabalho prévio de clubes e ligas. Isso foi ressaltado pela FIFA no primeiro relatório mundial sobre o desenvolvimento e profissionalização do futebol feminino. Aqueles que negociaram separadamente os direitos de transmissão de suas equipes e torneios femininos, assim como o patrocínio dos mesmos, obtiveram uma renda maior do que aqueles que negociaram um pacote integrado. Os resultados também são consequência direta do melhor acesso das atletas às instalações de treinamento e com treinadores mais qualificados.
O interesse do público foi consolidado em 2019, quando a Copa do Mundo Feminina da FIFA atraiu 1.475 milhões de telespectadores, entre televisão e plataformas. Para este ano todo mundo se prepara para aproveitar o impulso. A UEFA quadruplicou o valor dedicado ao futebol feminino, para € 24 milhões. A Liga espanhola feminina foi promovida de amador a profissional em 2021. No Reino Unido, o primeiro país onde o futebol feminino foi estabelecido, agora está experimentando a consolidação de seu segundo esporte mais importante, o rúgbi. Para a próxima temporada, os torneios femininos serão transmitidos ao vivo pela Sky News.
Os patrocinadores europeus procuram se juntar a este avanço. Em maio, a Euronics anunciou seu primeiro patrocínio às competições femininas da UEFA, somando-se à Pepsi, Just Eat e Hublot e, principalmente, à VISA, uma das primeiras a apostar pelo esporte feminino. Trata-se de um acordo de longo prazo, até 2025. As declarações da empresa refletem a importância do dividendo social: argumentaram que a decisão foi feita “para que meninas de toda a Europa possam seguir seus sonhos e praticar o esporte que amam”. De fato, é um sonho por enquanto, e não uma realidade econômica equivalente ao esporte masculino. Mas atualmente isso é menos relevante para as empresas do que o dividendo social que elas podem obter.
O que as empresas perceberam no sucesso do esporte feminino é um reflexo da transformação da sociedade em direção à igualdade de gênero. São muitas as companhias que vêm integrando a igualdade de acesso para homens e mulheres em suas estruturas há décadas. O que tem conseguido é que um maior número de mulheres com hierarquia utilize o seu poder para apoiar o patrocínio de competições femininas, com a convicção de que as habilidades desenvolvidas dentro da quadra servirão à menina, a jovem, para se desempenhar com igualdade de faculdades fora dela. Esse é o dividendo social do esporte feminino e um de seus maiores ativos para fazer de sua ascensão uma progressão imparável.
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