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May 10, 2019

Impacto social

MUDANDO A VIDA DE MENINOS E MENINAS REFUGIADOS ATRAVÉS DO ESPORTE

A Fundação Barça com a crise dos refugiados

Atualmente, calcula-se que há mais de 65 milhões de pessoas deslocadas que fogem das guerras, dos conflitos e da perseguição. A metade dessas pessoas é composta por menores, a população mais vulnerável.

Desde junho de 2017, a Fundação Barça, com o apoio da Fundação Stavros Niarchos, implementa um programa de educação esportiva baseada em uma metodologia própria denominada FutbolNet. O programa tem como objetivo melhorar a vida de crianças e jovens refugiados através do esporte.

O FutbolNet consta de um currículo que utiliza o esporte como ferramenta para o diálogo, o respeito, a tolerância e a compreensão entre crianças e jovens que se encontram em contextos vulneráveis. O programa FutbolNet baseia-se na transferência da metodologia a entidades e parceiros que estão sobre o terreno, encarregados de implementá-la com as crianças e jovens.

Medir o impacto

Os efeitos do esporte podem ser de relevante importância para crianças e jovens. Enquanto jogam, as crianças exploram, descobrem e criam. E, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades sociais, aprendem a expressar suas emoções e ganham confiança em suas próprias capacidades.

Justamente para validar esta hipótese, a Fundação Barça realizou um relatório de avaliação de seu programa de refugiados, junto com a Roots for Sustainability e a B·Link.

O esporte realmente está mudando (com a metodologia elaborada pela Fundação do FC Barcelona) a vida das crianças e dos jovens refugiados? Os efeitos do esporte e do jogo contribuem para a melhoria de sua qualidade de vida? Quais são esses efeitos positivos gerados nas crianças?

Para responder a estas perguntas e ter evidências do impacto do programa, foi realizada uma pesquisa tanto quantitativa quanto qualitativa com uma amostra de mais de 800 crianças em 19 lugares diferentes do Líbano, da Grécia e da Itália:

  • campos de refugiados (Skaramagas, Lesbos e Moria, na Grécia)
  • ambientes escolares em zonas urbanas (Atenas)
  • arredores municipais (6 municípios da região de Bekaa, no Líbano)
  • centros de acolhimento de menores não acompanhados (Sicília e Calabria).

Até o momento, foram formados 191 educadores e participaram mais de 3.266 crianças.

Total 191 educadores formados: 53 Itália, 96 Líbano, 42 Grécia
Total 3.266 crianças participantes: 297 Itália, 1.747 Líbano, 1.226 Grécia

Resultados do programa

 

  • Redução das situações de conflito. As situações de conflito se veem reduzidas depois de um ou dois meses de exposição ao programa. Estereótipos culturais são neutralizados e o diálogo intercultural é estimulado. As atitudes das crianças e dos jovens são mais respeitosas e tolerantes.
  • Aumento do bem-estar emocional. As crianças se sentem mais tranquilas, com menos medo, menos aborrecidos e com mais autoestima. O estado inicial de depressão, frustração e agressividade muda. 45,3% das crianças tiveram o sentimento de medo reduzido.
  • Convivência em um espaço mais seguro. As sessões FutbolNet oferecem um espaço seguro, sem acidentes nem brigas.
  • Aumento da socialização e do sentimento de pertença ao grupo. Eles têm a oportunidade de fazer novos amigos e conectar-se de maneira diferente.
  • Empoderamento das meninas. O programa facilita que as meninas tenham mais confiança em si mesmas e melhorem sua capacidade de se comunicar e estabelecer relações.

 

Testemunho de Mamadou, em Moria, Grécia 

Com só 15 anos, Mamadou abandonou seu pequeno vilarejo a oeste de Mali só com a roupa que vestia como posse e um pouco de dinheiro que havia conseguido economizar. Foi embora da casa de seus pais sem avisar ninguém, sem se despedir, para buscar um futuro melhor na Europa. Os longos meses que ela passou na estrada foram os mais duros de sua vida. Agora, Mamadou vive em um módulo para menores não acompanhados em Moria, o maior dos campos de refugiados da ilha grega de Lesbos. Aqui foi onde participou do programa com metodologia FutbolNet. Agora, Mamadou já não quer brincar só com meninos ou só com os que falam sua língua, nem briga com os colegas jogando futebol. “O FutbolNet me ofereceu a oportunidade de continuar brincando. Mas, principalmente, me ajudou a voltar a me olhar e me comunicar de outra maneira“.

 

Mais informações

 

Alejandra Bara

Ramón Crespo

Jordi Escribà

Raimon Puigjaner

Mariona Miret

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