BIHUB PATH

May 20, 2021

Marketing, Comunicação e Gestão

Transmissões de câmeras automatizadas guiadas por IA e serviços OTT: uma revolução no esporte de elite e exclusivo

Consultores como a Allied Market Research fazem uma previsão de que o mercado global de OTT crescerá pelo menos 17% ao ano até 2025 e atingirá um volume de aproximadamente US$ 330 bilhões. O crescimento das transmissões e da migração dos serviços de assinatura de TV que sejam via Internet está associada a um declínio dos telespectadores da TV a cabo. Por unanimidade, as análises constataram que o consumidor tem dificuldades em aceitar assinaturas de pacotes e prefere contratar uma quantidade menor de serviços que sejam mais personalizados e adaptados às suas necessidades. Os serviços Over the top (OTT) por suas siglas em inglês, são transmissões on-line que dispensam os operadores tradicionais tanto no controle como na distribuição de conteúdo. Nos Estados Unidos, o público da CTV ou SMART TV, já é de 45,7 milhões entre a Geração Z, 56,5 milhões entre a geração Y, 48,5 milhões entre a Geração X e 32,8 milhões entre a geração conhecida como Baby boomers. 

A digitalização tem afetado consideravelmente muitos setores; um claro exemplo disso é o de turismo, representado pelo Airbnb e o de mobilidade urbana, pela Uber. A indústria do entretenimento também passa por grandes transformações, especialmente a música. Entretanto, até agora o esporte permaneceu à margem dessas transformações, embora já tivesse sido identificado no serviço de TV a cabo um negócio sustentado principalmente por transmissões esportivas ao vivo e eventos específicos, como a premiação dos Oscar. Duas situações em que o público espectador vem diminuindo ano após ano. Desta forma, os fornecedores tradicionais destes produtos têm perdido assinantes e, consequentemente, a capacidade de rentabilizar seus conteúdos. Ao mesmo tempo, grandes empresas de streaming, como a Amazon Prime ou a HBO+, entraram na luta pelos direitos de transmissão esportiva para aumentar seus assinantes. Um exemplo recente são as negociações da Amazon Prime com a NFL. Até os atletas estão lançando suas próprias plataformas OTT para oferecer seus conteúdos. Uma tendência que começou com os clubes maiores, mas que se disseminou rapidamente em todas as categorias e federações. Nos Estados Unidos se tornou um fenômeno crescente, oferecendo oportunidades às equipes amadoras para fazerem com que o seu público acompanhe todos os confrontos e além disso podem alcançar novas fontes de receitas https://barcainnovationhub.com/es/la-democratizacion-de-las-retransmisiones-deportivas-con-pixellot/

Entretanto, com a chegada das plataformas OTT houve um delineamento de novos horizontes que podem afetar não apenas as mídias responsáveis pela cobertura dos eventos, mas também as organizações dos próprios campeonatos, assim como a retomada dos esportes exclusivos ou de novos nichos de mercado. Este contexto trás contradições, porque enquanto o mercado de direitos esportivos se fragmenta, oportunidades de crescimento continuam a surgir. De acordo com um relatório de 2019 elaborado pela PwC, o setor de direitos de transmissão foi o que cresceu de forma mais expressiva em toda a indústria desde 2017. Foi justamente a propriedade desses direitos que fez com que essa mudança acontecesse mais lentamente, se comparado a outras áreas da economia, porém, já é previsto que daqui a dez anos muito do que existe será diferente. A mudança sugere que um espectador de qualidade, aquele focado em um único produto, de acordo com sua necessidade, seja alvo de um produto em específico em vez de ser massivo. 

Nos Estados Unidos, a principal razão da troca de assinaturas de TV a cabo, ou seja, 80% dos usuários, pois consideram os altos valores praticados pelo mercado. Com a diminuição do número de assinantes, essas empresas não conseguem mais arcar com os valores pelos direitos, o que deslocará a origem das transmissões, e muito provável passará para as mãos das ligas ou dos organizadores e talvez dos clubes em novas associações ou campeonatos. O fato é que, no Reino Unido, uma enquete da Quantum Market mostrou que 96% dos torcedores de futebol estavam dispostos a pagar mais por transmissões através de plataformas OTT, pois proporcionam uma experiência mais personalizada. Até então, as emissoras de TV a cabo reuniam o conteúdo em pacotes para aumentar o valor de seus produtos, porém os usuários não assistiam a todos os canais que contratavam. A ESPN, um dos canais mais conhecidos, perdeu mais de dez milhões de assinantes na última década. Entretanto, foi justamente esta empresa que se tornou uma referência para a mudança de tendências. Essa queda nas assinaturas tradicionais é compensada pelos doze milhões de usuários que a ESPN+ ganhou, através do seu serviço de streaming inaugurado em 2018. 

Estas circunstâncias, somadas ao avanço tecnológico que permite acesso a transmissões em qualquer lugar e de qualquer dispositivo eletrônico, mudaram o referencial a tal ponto que os analistas passaram a usar diretamente o termo revolução. A interface digital é muito mais simples e oferece recursos melhorados e intuitivos do que a televisão convencional. A medição do público espectador é precisa e a interação com os usuários mais evidente, assim como o uso de dados serve para personalizar tanto o conteúdo como a publicidade que o rentabiliza, lembrando que muitos clubes já segmentaram o conteúdo que oferecem. Por um lado, sempre estão os grandes eventos, mas, em seguida, aspectos relacionados com seus atletas, conteúdos de divulgação ou históricos encontrariam espaço nos serviços OTT no intuito de controlar sua narrativa, proporcionar ao torcedor um produto mais refinado, especializado e, por sua vez, fidelizá-lo ainda mais ao clube. 

2020 foi um ano crucial para o impulsionar as transmissões, ao usar as plataformas OTT no mundo dos esportes. Eventos fechados ao público em consequência da pandemia só recorreram a esses serviços para se aproximarem de seus torcedores que estiveram em suas casas, pois eles permaneceram interessados apesar das circunstâncias. Neste contexto, as câmeras da Pixellot se tornaram um impulso fundamental para esse novo formato de transmissões. Na Escócia, todos os jogos da segunda divisão são transmitidos internacionalmente com câmeras da Pixellot. O acordo foi assinado antes da pandemia e nasceu a partir dos serviços de streaming para apostas, mas a partir de 2021 o hardware será usado para audiências internacionais. Também foi realizado um acordo com o futebol irlandês para que todos os jogos da primeira divisão masculina e feminina, a SSE Airtricity. Na Argentina, todos os 176 jogos da Liga nacional de vôlei masculino, onde são conquistados os patamares de ascensão da primeira divisão, serão transmitidos em grande escala em um torneio que será disputado sem público presente. 

Outro exemplo de uso de tecnologia da Pixellot, mas a um nível mais amplo, foi a FloSports. Sua primeira transmissão ao vivo foi em 2006. Desde então, foram garantidos os direitos para a América do Norte na transmissão dos campeonatos da Union Cycliste International (UCI) além de competições de ginástica, atletismo, corrida de cavalos, rúgbi, boliche profissional, NBA Junior League e luta livre ou Wrestling. Todos os segmentos de esportes. Os analistas não preveem um sucesso imediato da aposta nesta estratégia, mas a longo prazo apontam que esta será a forma de reunir torcedores fiéis e ativos que se tornarão os tão esperados assinantes leais. Os dados que anunciam este comportamento de mercado já estão disponíveis para a World Surf League, que desde a transmissão de seus campeonatos usando a plataforma Greenfly, vem acompanhado de um aumento de um milhão de interações com os conteúdos compartilhados nas redes sociais de surfistas profissionais. 

O único obstáculo para que este novo formato de mercado decole é a credibilidade das plataformas. Quando a CBS transmitiu a final do Super Bowl, chegou a atingir 5,7 milhões de usuários por minuto, 65% a mais se comparado ao ano anterior. Entretanto, a aplicação teve falhas, algo que comprometeu toda a experiência de maneira significativa em uma transmissão ao vivo. O grande desafio é diminuir a latência de transmissão e o armazenamento em buffer, porque outra situação recorrente é a de que um usuário pode receber uma mensagem de um amigo sobre algum acontecimento em uma partida que ambos estejam assistindo antes que este realmente aconteça. 

Entretanto, graças à IA e à machine learning as mudanças no mercado de transmissões ao vivo e os hábitos de consumo esportivo parecem irreversíveis. O novo espectador terá o mundo dos esportes em suas mãos e poderá acompanhá-lo de uma maneira totalmente personalizada, independentemente do nível, seguindo tanto seus astros como seus amigos ou familiares que pratiquem esportes com um tratamento tecnológico comparável. A revolução tecnológica nos apresenta um cenário que há pouquíssimo tempo parecia ser utópico: que todos os eventos esportivos realizados em qualquer lugar do mundo podem ser assistidos ao vivo em qualquer lugar do mundo. 

 

Álvaro González

KNOW MORE

¿VOCÊ QUER SABER MAIS?

  • ASSINAR
  • CONTATO
  • CANDIDATAR-SE

FIQUE ATUALIZADO COM NOSSAS NOVIDADES

Você tem dúvidas sobre o Barça Universitas?

  • Startup
  • Centro de investigação
  • Corporate

Por favor, preencha os campos:

Por favor, preencha os campos:

Por favor, preencha os campos:

O formulário foi enviado com sucesso.

Por favor, preencha os campos:

Por favor, preencha os campos:

Por favor, preencha os campos:

O formulário foi enviado com sucesso.

Por favor, preencha os campos:

Por favor, preencha os campos:

Por favor, preencha os campos:

O formulário foi enviado com sucesso.